GOSTOU?
A vida passa tão depressa semelhante ao vento... Não deixe para amar depois talvez não dê mais tempo... ( F. Melo)
sábado, 26 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
7 meses!
Chegou os sete meses!
É o mesversário do Heitor no dia 16 de fevereiro.
O que posso dizer de toda intensidade que isso nos envolve: Que nunca mais a vida foi a mesma coisa.
E ainda tem tanta coisa para nos mostrar, mas, se eu tivesse que elencar um momento do desenvolvimento, sem dúvida seria a capacidade de interação. Aquele sorriso quando a gente chega em casa, as gargalhadas, as mãozinhas em meu rosto na hora de dormir. Ai que coisa mais gostosa! ( não tem preço...).
Ele já come papinhas, como todo bebê adora uma fruta e reluta um pouco mais com as salgadas, mas depois de insistirmos vai, e não deixa nada no prato. Bom de garfo o guri!
O banho é uma festa, mãozinhas batendo na água, e... um banho na mamãe...rsrsrsrs
Ainda dorme a noite inteira, espero que continue assim, não gostaria que fosse diferente, apesar de que exatamente essa noite passada e a anterior, o Heitor acordou exatamente às duas da manhã num choro intenso e só se acalmou com a mamadeira de leite. Culpo a vacina que ele levou na perninha, espero que seja isso...
olha ele aqui...
É o mesversário do Heitor no dia 16 de fevereiro.
O que posso dizer de toda intensidade que isso nos envolve: Que nunca mais a vida foi a mesma coisa.
E ainda tem tanta coisa para nos mostrar, mas, se eu tivesse que elencar um momento do desenvolvimento, sem dúvida seria a capacidade de interação. Aquele sorriso quando a gente chega em casa, as gargalhadas, as mãozinhas em meu rosto na hora de dormir. Ai que coisa mais gostosa! ( não tem preço...).
Ele já come papinhas, como todo bebê adora uma fruta e reluta um pouco mais com as salgadas, mas depois de insistirmos vai, e não deixa nada no prato. Bom de garfo o guri!
O banho é uma festa, mãozinhas batendo na água, e... um banho na mamãe...rsrsrsrs
Ainda dorme a noite inteira, espero que continue assim, não gostaria que fosse diferente, apesar de que exatamente essa noite passada e a anterior, o Heitor acordou exatamente às duas da manhã num choro intenso e só se acalmou com a mamadeira de leite. Culpo a vacina que ele levou na perninha, espero que seja isso...
olha ele aqui...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Tudo de novo
Pois é... Tudo de novo...
Recomeçando.
A descoberta da gravidez
Eu estava tentando engravidar, naquelas... acho que só pensava na situação, mas faltava a coragem absoluta.
Em julho de 2009 resolvemos nos casar, depois de 15 anos vivendo juntos. Desejavamos uma cerimônia na igreja. E quando surgiu a oportunidade ( digo dinheiro), decidimos por fazer um casamento e uma festa dentro de nossos sonhos.. Casamos no dia 24 de outubro de 2009.
Bom, de qualquer forma, já tinha o desejo que naquela noite do casamento eu pudesse anunciar à todos, na hora do brinde a gravidez, inclusive para o marido, que eu estava grávida. Mas isso não aconteceu. Um mês depois do casamento eu estava grávida!
Primeiro aquele enjoo, não podia sentir o cheiro de café. ( que eu tanto amo), e o sono? Que loucura! Fomos em viagem ao zoológico de Gramado e ao Centro Budista, eu só dormia. Acordava quando chegava no lugar, mas assim que entrava no carro eu seguia dormindo.
Nesse período eu ainda não tinha a confirmação da gravidez, só fui saber na semana seguinte. Peguei o resultado do exame pela internet, minha amiga Ceci acompanhava pela internet, onde a amiga dela, que já tinha ficado grávida me dizia que pelo resultado: EU ESTAVA GRAVIDÍSSIMA!
O resultado foi informado ao marido, que vinha me apanhar no fim do expediente, por celular:
"Amor, estamos grávidos!"
A gravidez
Tudo maravilhoso, fui super paparicada por todos. Cada visita na médica ganhava os parabéns. Peso ok! Sem precisar de tomar nenhum remédio, tipo ferro... Tudo tranquilo, até que as minhas mamas chamaram a atenção, a médica, e eu claro, achamos que uma das mamas se desenvolvia mais que a outra.
Procurei um mastologista, que me assustou com a possibilidade de câncer, de antecipação do parto por causa da mama.
Coloquei nas mãos de Deus, e pedi a intervenção de Maria, já que ela como mãe saberia e muito da minha aflição. Graças à Deus, tudo certo. A mama só veio a incomodar após o nascimento, na hora de amamentar.
Resultado final: meses de muitas alegrias, de muitos conselhos e coisas bonitas que as pessoas nos dizem. Mas também, não posso ocultar, quanta bobagens uma grávida ouve. Cruzes! As pessoas deveriam pensar sobre o que falar com uma grávida. Com certeza...
Chá de bebê
Quase não fiz.
Que preguiça!
Só queria dormir, mas certamente teria me arrependido muito.
Foi muito legal receber os amigos. Tanto carinho...
As fraldas até hoje não precisei comprar, o Heitor usa o que ganhou no chá. Que beleza!
Enxoval
Capítulo a parte!
Bom, eu me sinto muito prevílegiada pelas amigas que tenho. Todas curtiram a minha gravidez. Foi lindo!
Ganhei presente de todas.
Mas duas amigas, que tiveram filhos antes, fizeram o enxoval do Heitor. A Fabiana e a Silvana.
Tudo muito lindo! Adoro dizer que o meu filho já nasceu protegendo o planeta: é um bebê que recicla.
Quase não comprei nada, a Silvana emprestou vários tip-tops, um mais lindo que o outro. A Fabi, nossa, foi de uma generosidade ímpar. Ganhei roupas, calçados, cadeirinha da Fischer Price, brinquedos, enfeites para o quarto (ursinhos, quadrinhos), uma loucura!
E Deus age de uma forma tão bonita no coração das pessoas.
Era um período que não esperavamos passar, estavámos com a grana curta. Então, mais do que nunca, esses presentes vieram na hora certa.
Tudo foi e será bem utilizado e depois devolvido, vou adorar que essas coisas possam ir parar em outras casas e que outras mães possam valorizar como eu valorizei.
Fabi e Sil, nossa sem palavras para agradecer! Meu filho era, e é, o mais estiloso, graças à vocês e a essas roupas "made USA", que show!
Nascimento
" - Quebro este ovo e nasce a mulher e nasce o homem. E juntos viverão e morrerão. Mas nascerão e tornarão a morrer e outra vez nascerão. E nunca deixarão de nascer, porque a morte é mentira!"
EDUARDO GALEANO
Meu filho,
foi um dia muito especial, lembro de cada coisa, do cheiro, do tempo (frioooo), das pessoas... Tudo tão mágico.
E sem dúvida a magia está dentro do coração da gente. Porque foi uma cesária, nada mais asséptico e frio.
Acordamos muito cedo, cesária marcada para 6 da matina, tínhamos que estar no hospital as 5. ulálá. Acordamos muito cedo. Eu, seu pai e sua vó Dita.
Na hora que acordei, me deu um aperto no coração.
Nunca mais, nesse mundo você estaria assim, fisicamente, tão ligado à mim, tão meu. Meu deu uma tristeza, uma saudade muito antecipada da barriga, das sensações de você mexendo dentro de mim ...
Até mesmo na hora em que fui para sala de parto minha vontade era de desistir, tinha um medo do que viria a seguir, sei lá ... Uma impotência diante de tudo...
Minutos depois você nasceu, ouvi o teu chorinho, o teu pai que estava ao meu lado levantou e olhou e começou a chorar! Eu não chorei, estava super curiosa. A médica disse que estava tudo bem, que você era um menino lindo e cabeludo.
Teu pai o acompanhou para os exames com o pediatra.
E quando você voltou, nos braços de teu pai, Meu Deus que sensação. Nunca vou esquecer. Eu estava com muito frio da anestesia, da sala extremamente gelada, e você chegou, teu pai colocou bem pertinho do meu rosto, você ronronou, eu senti um calor em todo o meu corpo, uma sensação de muita felicidade, um poder e um alívio que estava tudo bem.
Fui para a sala de recuperação. Você foi colocado em meus braços. Me disseram para ensiná-lo a mamar, um tanto difícil, tudo é tão novo. Era o nosso primeiro desafio!
Quando fui para o quarto o teu pai e a vó Dita já tinham ido para casa, estavam cansados, e quem estava esperando no corredor era a vó Marli e a tia Melina.
Fui para o quarto deitada numa cama, com você do meu lado, embrulhadinho. Coisinha mais linda do mundo!
Lá, depois de ficar sozinha, resolvi tentar novamente que você mamasse. Minhas mamas enormes, mas sem bico, que dificuldade, pq vcs não veem com manual de instrução, cadê o tal instinto? Minha colega de trabalho, a Sheila chega bem na hora e filma!
Os dias no hospital e a sua ida para casa que foi adiada!
Continua...
Meu parto foi cesária tudo muito tranquilo. Eu não tive nenhuma complicação. Mas o meu Heitor nasceu com icterícia - o famoso amarelão. E como os dias eram frios, muiito frios, o médico pediatra que cuidava e cuida dele, achou que tínhamos que aproveitar a estada no hospital para monotorizar a situação. Já que ir até em casa, e voltar não era uma boa ideia.
Ele nasceu numa sexta, na segunda de manhã depois de muitos testes de sangue, medições, contatou-se que ele realmente tinha ecterícia e teria que tomar banho de luz. Oh, que dia pra não esquecer... O meu menininho indo para aquela caixinha de plástico, só com fraldinha, e sendo vendado ( os olhinhos precisam ser protegidos da luz), ah, como me doeu, na hora os meus peitos empedraram, comecei a chorar, cuidando para não fazer nenhum fiasco, mas naquela hora uma torneira foi aberta, eu chorei o dia todo.
Fiquei no hospital, não tenho certeza se foi uma boa ideia, já que ao meio dia acabava o tempo determinado pelo convênio, o que fazer numa hora dessas. Parece tão estranho ir embora, sem o filho nos braços... Cadê o manual, qual procedimento a tomar???? Bom se fosse hoje, ou se tivesse que dar um conselho eu teria ido pra casa dormir. Fiquei lá, com os peitos empedrados, chorando pelos corredores, que vergonha, afinal ele somente tinha uma coisa, a icterícia, e que tem solução quase que imediata, ainda mais se eu pensar nas mães que estavam lá na sala da UTI, a maioria meses ali, e muitas com seus bebês pesando 1kg, ou mais ou menos...E o Heitor com 3,600kg! Nem cabia direito na incubadora.
Mas como eu realmente penso que nesta vida ninguém vem a passeio, todos nós sempre temos que tirar lições das coisas que vivenciamos, o que eu aprendi com aquelas mães, é uma experiência significante. Hoje mais do que nunca tenho muito respeito por elas. Não lembro dos nomes, mas lembro das histórias, do barulhinho da sala, sempre monitorando algum coraçãozinho... Essas mães e pais de prematuros são verdadeiros guerreiros. Que aprendizado naqueles dois dias.
Sim, levou 48 horas para o Heitor ser liberado, meu amarelinho se tornou mais vermelhinho, hehhehehehe
Coisa boa sair do hospital, todos pelos que passamos no corredor até o carro no estacionamento, nos olhavam com um olhar de felicitações, que alegria que gera uma criança!
Na espera em casa estava a vó Dita, minha mãe, e logo em seguida a vó Marli e a tia Melina também vieram.
O frio nos fazia ficar encolhidinhos em volta do Heitor, e dos aquecedores... Mas o amor aquece e o Heitor fazia um calor tão gostoso em nossos corações.
que saudades daqueles dias...
Recomeçando.
A descoberta da gravidez
Eu estava tentando engravidar, naquelas... acho que só pensava na situação, mas faltava a coragem absoluta.
Em julho de 2009 resolvemos nos casar, depois de 15 anos vivendo juntos. Desejavamos uma cerimônia na igreja. E quando surgiu a oportunidade ( digo dinheiro), decidimos por fazer um casamento e uma festa dentro de nossos sonhos.. Casamos no dia 24 de outubro de 2009.
Bom, de qualquer forma, já tinha o desejo que naquela noite do casamento eu pudesse anunciar à todos, na hora do brinde a gravidez, inclusive para o marido, que eu estava grávida. Mas isso não aconteceu. Um mês depois do casamento eu estava grávida!
Primeiro aquele enjoo, não podia sentir o cheiro de café. ( que eu tanto amo), e o sono? Que loucura! Fomos em viagem ao zoológico de Gramado e ao Centro Budista, eu só dormia. Acordava quando chegava no lugar, mas assim que entrava no carro eu seguia dormindo.
Nesse período eu ainda não tinha a confirmação da gravidez, só fui saber na semana seguinte. Peguei o resultado do exame pela internet, minha amiga Ceci acompanhava pela internet, onde a amiga dela, que já tinha ficado grávida me dizia que pelo resultado: EU ESTAVA GRAVIDÍSSIMA!
O resultado foi informado ao marido, que vinha me apanhar no fim do expediente, por celular:
"Amor, estamos grávidos!"
A gravidez
Tudo maravilhoso, fui super paparicada por todos. Cada visita na médica ganhava os parabéns. Peso ok! Sem precisar de tomar nenhum remédio, tipo ferro... Tudo tranquilo, até que as minhas mamas chamaram a atenção, a médica, e eu claro, achamos que uma das mamas se desenvolvia mais que a outra.
Procurei um mastologista, que me assustou com a possibilidade de câncer, de antecipação do parto por causa da mama.
Coloquei nas mãos de Deus, e pedi a intervenção de Maria, já que ela como mãe saberia e muito da minha aflição. Graças à Deus, tudo certo. A mama só veio a incomodar após o nascimento, na hora de amamentar.
Resultado final: meses de muitas alegrias, de muitos conselhos e coisas bonitas que as pessoas nos dizem. Mas também, não posso ocultar, quanta bobagens uma grávida ouve. Cruzes! As pessoas deveriam pensar sobre o que falar com uma grávida. Com certeza...
Chá de bebê
Quase não fiz.
Que preguiça!
Só queria dormir, mas certamente teria me arrependido muito.
Foi muito legal receber os amigos. Tanto carinho...
As fraldas até hoje não precisei comprar, o Heitor usa o que ganhou no chá. Que beleza!
Enxoval
Capítulo a parte!
Bom, eu me sinto muito prevílegiada pelas amigas que tenho. Todas curtiram a minha gravidez. Foi lindo!
Ganhei presente de todas.
Mas duas amigas, que tiveram filhos antes, fizeram o enxoval do Heitor. A Fabiana e a Silvana.
Tudo muito lindo! Adoro dizer que o meu filho já nasceu protegendo o planeta: é um bebê que recicla.
Quase não comprei nada, a Silvana emprestou vários tip-tops, um mais lindo que o outro. A Fabi, nossa, foi de uma generosidade ímpar. Ganhei roupas, calçados, cadeirinha da Fischer Price, brinquedos, enfeites para o quarto (ursinhos, quadrinhos), uma loucura!
E Deus age de uma forma tão bonita no coração das pessoas.
Era um período que não esperavamos passar, estavámos com a grana curta. Então, mais do que nunca, esses presentes vieram na hora certa.
Tudo foi e será bem utilizado e depois devolvido, vou adorar que essas coisas possam ir parar em outras casas e que outras mães possam valorizar como eu valorizei.
Fabi e Sil, nossa sem palavras para agradecer! Meu filho era, e é, o mais estiloso, graças à vocês e a essas roupas "made USA", que show!
Nascimento
" - Quebro este ovo e nasce a mulher e nasce o homem. E juntos viverão e morrerão. Mas nascerão e tornarão a morrer e outra vez nascerão. E nunca deixarão de nascer, porque a morte é mentira!"
EDUARDO GALEANO
Meu filho,
foi um dia muito especial, lembro de cada coisa, do cheiro, do tempo (frioooo), das pessoas... Tudo tão mágico.
E sem dúvida a magia está dentro do coração da gente. Porque foi uma cesária, nada mais asséptico e frio.
Acordamos muito cedo, cesária marcada para 6 da matina, tínhamos que estar no hospital as 5. ulálá. Acordamos muito cedo. Eu, seu pai e sua vó Dita.
Na hora que acordei, me deu um aperto no coração.
Nunca mais, nesse mundo você estaria assim, fisicamente, tão ligado à mim, tão meu. Meu deu uma tristeza, uma saudade muito antecipada da barriga, das sensações de você mexendo dentro de mim ...
Até mesmo na hora em que fui para sala de parto minha vontade era de desistir, tinha um medo do que viria a seguir, sei lá ... Uma impotência diante de tudo...
Minutos depois você nasceu, ouvi o teu chorinho, o teu pai que estava ao meu lado levantou e olhou e começou a chorar! Eu não chorei, estava super curiosa. A médica disse que estava tudo bem, que você era um menino lindo e cabeludo.
Teu pai o acompanhou para os exames com o pediatra.
E quando você voltou, nos braços de teu pai, Meu Deus que sensação. Nunca vou esquecer. Eu estava com muito frio da anestesia, da sala extremamente gelada, e você chegou, teu pai colocou bem pertinho do meu rosto, você ronronou, eu senti um calor em todo o meu corpo, uma sensação de muita felicidade, um poder e um alívio que estava tudo bem.
Fui para a sala de recuperação. Você foi colocado em meus braços. Me disseram para ensiná-lo a mamar, um tanto difícil, tudo é tão novo. Era o nosso primeiro desafio!
Quando fui para o quarto o teu pai e a vó Dita já tinham ido para casa, estavam cansados, e quem estava esperando no corredor era a vó Marli e a tia Melina.
Fui para o quarto deitada numa cama, com você do meu lado, embrulhadinho. Coisinha mais linda do mundo!
Lá, depois de ficar sozinha, resolvi tentar novamente que você mamasse. Minhas mamas enormes, mas sem bico, que dificuldade, pq vcs não veem com manual de instrução, cadê o tal instinto? Minha colega de trabalho, a Sheila chega bem na hora e filma!
Os dias no hospital e a sua ida para casa que foi adiada!
Continua...
Meu parto foi cesária tudo muito tranquilo. Eu não tive nenhuma complicação. Mas o meu Heitor nasceu com icterícia - o famoso amarelão. E como os dias eram frios, muiito frios, o médico pediatra que cuidava e cuida dele, achou que tínhamos que aproveitar a estada no hospital para monotorizar a situação. Já que ir até em casa, e voltar não era uma boa ideia.
Ele nasceu numa sexta, na segunda de manhã depois de muitos testes de sangue, medições, contatou-se que ele realmente tinha ecterícia e teria que tomar banho de luz. Oh, que dia pra não esquecer... O meu menininho indo para aquela caixinha de plástico, só com fraldinha, e sendo vendado ( os olhinhos precisam ser protegidos da luz), ah, como me doeu, na hora os meus peitos empedraram, comecei a chorar, cuidando para não fazer nenhum fiasco, mas naquela hora uma torneira foi aberta, eu chorei o dia todo.
Fiquei no hospital, não tenho certeza se foi uma boa ideia, já que ao meio dia acabava o tempo determinado pelo convênio, o que fazer numa hora dessas. Parece tão estranho ir embora, sem o filho nos braços... Cadê o manual, qual procedimento a tomar???? Bom se fosse hoje, ou se tivesse que dar um conselho eu teria ido pra casa dormir. Fiquei lá, com os peitos empedrados, chorando pelos corredores, que vergonha, afinal ele somente tinha uma coisa, a icterícia, e que tem solução quase que imediata, ainda mais se eu pensar nas mães que estavam lá na sala da UTI, a maioria meses ali, e muitas com seus bebês pesando 1kg, ou mais ou menos...E o Heitor com 3,600kg! Nem cabia direito na incubadora.
Mas como eu realmente penso que nesta vida ninguém vem a passeio, todos nós sempre temos que tirar lições das coisas que vivenciamos, o que eu aprendi com aquelas mães, é uma experiência significante. Hoje mais do que nunca tenho muito respeito por elas. Não lembro dos nomes, mas lembro das histórias, do barulhinho da sala, sempre monitorando algum coraçãozinho... Essas mães e pais de prematuros são verdadeiros guerreiros. Que aprendizado naqueles dois dias.
Sim, levou 48 horas para o Heitor ser liberado, meu amarelinho se tornou mais vermelhinho, hehhehehehe
Coisa boa sair do hospital, todos pelos que passamos no corredor até o carro no estacionamento, nos olhavam com um olhar de felicitações, que alegria que gera uma criança!
Na espera em casa estava a vó Dita, minha mãe, e logo em seguida a vó Marli e a tia Melina também vieram.
O frio nos fazia ficar encolhidinhos em volta do Heitor, e dos aquecedores... Mas o amor aquece e o Heitor fazia um calor tão gostoso em nossos corações.
que saudades daqueles dias...
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